O fenômeno conhecido em biologia como "evolução convergente" descreve como espécies distantes podem desenvolver estruturas similares quando confrontadas com desafios comparáveis. Golfinhos e ictiossauros, por exemplo, são separados por milhões de anos de história evolutiva, mas ambos evoluíram corpos hidrodinâmicos quase idênticos. A arquitetura possui paralelos semelhantes: estruturas em formato A surgiram independentemente nos Alpes Europeus e no Japão, mesmo sem uma troca cultural direta, como respostas espontâneas à neve, ao vento e à escassez de materiais.
Nesta mesma linha, a arquitetura de 2025 promete seguir um caminho de convergência, convergindo para três tendências principais: circularidade, biomateriais e design consciente de carbono. Estas tendências, embora possam parecer distintas e até mesmo contraditórias à primeira vista, são, na verdade, respostas a um conjunto comum de desafios: a necessidade urgente de construir um futuro mais sustentável.
A circularidade refere-se à ideia de que os edifícios do futuro deverão ser concebidos desde o início para serem desmontados e reciclados, em vez de demolidos. Este conceito, que já está sendo incorporado por alguns arquitetos inovadores, tem o potencial de transformar radicalmente a forma como pensamos sobre o ciclo de vida dos edifícios.
Os biomateriais, por outro lado, representam a tendência de usar materiais de construção derivados de fontes renováveis e biodegradáveis. Estes materiais, que vão desde madeira engenheirizada até micélio (a "raiz" dos cogumelos), estão ganhando popularidade devido à sua pegada de carbono relativamente baixa e ao potencial de sequestrar carbono.
Finalmente, o design consciente de carbono envolve a consideração do impacto total de carbono de um edifício, desde a extração dos materiais de construção até a operação do edifício acabado. Este movimento está levando os arquitetos a repensar as práticas de construção tradicionais e a explorar novas tecnologias e estratégias, como a impressão 3D em grande escala e a construção modular.
Em conjunto, estas tendências apontam para um futuro em que a arquitetura não é apenas uma expressão estética, mas também uma expressão de nossos valores coletivos e nosso compromisso com a sustentabilidade.