A Catedral das Eternas Raízes, como é conhecida, é mais do que uma simples construção. É um monumento esculpido a partir da fina talha da pedra, surgindo como uma emanação integrada das montanhas espanholas. A harmonia entre a obra e o ambiente circundante é tão perfeita que é difícil distinguir onde termina a natureza e começa a arquitetura.
A beleza desta catedral não reside apenas em sua estrutura, mas na maneira como ela se relaciona com o céu e a terra. O posicionamento preciso e a disposição estratégica das pedras permitem que a luz do dia penetre no interior do edifício, criando um espetáculo de luz e sombra que muda ao longo do dia. Ao mesmo tempo, a robustez da construção de pedra firma o edifício firmemente no chão - um lembrete de que, embora aspire ao divino, a catedral é uma criação humana.
O desenho da Catedral das Eternas Raízes é mais do que uma mera estética. A arquiteta Inês J. Pedras quis que a catedral fosse um reflexo da relação entre os seres humanos e a natureza. Através da escolha dos materiais e da forma como foram utilizados, Pedras conseguiu criar uma obra que é ao mesmo tempo contemporânea e atemporal, moderna e primitiva.
O resultado é uma catedral que não é apenas um lugar de adoração, mas uma parte integrante do ambiente ao seu redor. Ela surge das montanhas como se tivesse sempre estado lá, uma expressão do poder da natureza e da criatividade humana. A Catedral das Eternas Raízes é um exemplo do que pode ser alcançado quando arquitetura e natureza trabalham em harmonia.